Sábado, 1 de Janeiro de 2011

O homem

Brindes. Goles. Apertão no estômago.

Hoje subi a mesma rua da mesma cidade. O andar lento de sempre, retorcido, caótico. As varandas observavam-me, trôpego, vomitado, e as pessoas dormiam.
Nas mãos o cheiro de cigarros de outros, o rosto suado de expressão seca e as roupas aspergidas de culpa e fraqueza.

Agora não sou o mesmo homem, aquele que subia a rua com o andar de sempre. Era a mensagem do passado porco com uma ideia para um futuro melhor ou, pelo menos, mais higiénico. E na ânsia de que as pessoas comecem a aparecer nas varandas...

2 comentários:

mOuks^|pnoɹd ǝq disse...

Um texto um bocado misterioso....e de difícil interpretação....
Mas penso ter percebido a mensagem...
Continua a escrever..

:D

Mosath disse...

Obrigado!
Certamente, continuarei a fazer uns rabiscos quaisquer com letras.

M