sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Mais olhares de Mr. Greeny




Esta tarde fitei um casal heterossexual de meia-idade. O homem, barbudo, sem casaco para o frio e com barriga de grávida, estava bastante amuado. O silêncio estampado no rosto da mulher dava a perceber quem é que mandava naquele sagrado matrimónio, o silêncio autoritário. O homem estava proibido de sair com os amigos à noite. A filha fazia anos. Achei graça ao homem por passar pela sua cabeça a ideia de que algum dia fora o líder da prole, não, a mulher é a líder natural, a quem as coisas chegam e vão.
Noutro lado do espelho daquela cena, recordei, realmente, que a Mulher sofre imenso. Cozinhar, lavar os pratos, tratar da roupa e tomar conta da criançada. E, ainda por cima, após todas estas lidas, ao deitar, ser enrabada pelo companheiro amuado. Maldita sina.
O que me vale é que as minhas próprias companheiras lidam com menos tarefas e abrem bem as bochechas dos seus traseiros.

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