Eles cortejando copos vertidos,
Vós penteando peles ferrugentas,
Tu e eu com delírios perdidos.
Todas as manias e tantas as portas,
E aquilo que mais importa é vencer,
Vamos esquecendo raízes e horas mortas,
Não nos apressa à atenção vós estares a gemer.
Tu continuas a olhar o fundo do rio,
Ele não larga o promíscuo humor,
Ela deseja destapar o mundo e com um fio
Eu interligo fluidos no buraco do amor!
Por onde sai é por onde entra,
Muitos dias nada queremos,
Muitas horas jogamos às cartas,
Por aqui, despimo-nos de roupa, por aqui, amamentamo-nos em vazios…
Vamos penetrar a língua em doces,
Doces cozinhados na febril madrugada,
Já assumimos um trono do elitismo assediado,
Na terra de porcos de focinho enfeitado.
4 comentários:
Aceitas sugestões?
"Devora-me...."
;)
Fica bem
Boa noite.
Aceito, com certeza!
E o porquê desse título? :p
Fico agradecida por teres tido em conta a minha sugestão :)
"E o porquê desse título? :p"
Pareceu-me adequada a palavra em si, pela crueza e "conspurcação" da mente que provoca ao lê-la.
Depois porque ao ler o texto interpretei-o e subentendi-o dessa forma.
Numa primeira instância pensei em "Devoro-te", mas acho que faz mais sentido um "Devora-me"
E depois porque ando com vontade de ser devorada... :p
Fica bem
Eu gostei também da tua proposta, porque faz sentido, visto que o poema parece ter um tom forte de chamar-nos ao pensamento e ao levantar de amarras... coisa que pode ser subentendida como devorar o nosso sentido e algo mais...!
:) agradeço-te a atenção, a proposta e as respostas!
Agrada-me a tua admiração.
Ehehe, desejo-te sorte na realização da tua vontade!
Devorada, literalmente ou não!
Beijos para ti!:p
Fica bem.
Enviar um comentário