(Sem) Figuras e estilo:
Transmitem-se tantos olhares ao longo da rua, olhares de cinismo já num estado de
quasi-orgasmo. Cinismo seria um fio condutor para o quê?
Passeios de estilos inflamados nas influências. São influenciados sobre as coseduras de tendências
ou decalques… Dissolvem-se identidades e pintam-se paridades, sem recompensa do ponto de
vista personalizado. Deuses dos padrões, testemunhos ou correntes de personalidade imprópria.
Bonecos de plasticina, vegetais de acostumada fomentação alheia… existem e sempre existirão.
Caminham na Terra muitos indivíduos esquecidos da habilidade de um raciocínio próprio, isso é
mais que certo. Brinca-se em demasia aos metediços narizes na vida alheia. Uns, a quem chamo,
juízes fora de um tribunal restrito opinando sem regras, sem medida ou cordão acertado, sobre
os objectivos, as condutas, as estéticas, as vivências, as caracterizações filosóficas, as formas de
vida… estupidez de um mercado negro à distribuição nos nascimentos por aqui e por ali. Alô,
tolos criados!
Acenos, acenos e mais acenos de um fingir cúmplice de derrota individual. Procuram-se
conformidades ágeis noutros seres dissimulados? É ser-se parasita ignorante, quando se procura
carisma idêntico numa criatura idêntica, quando a única coisa idêntica entre elas é a inexistência
de carisma, de alguma coisa lucidamente obreira, em todos os pontos cardiais. A figuração
estilisticamente presente que é uma devoção nestas ruas e até nas camas. Metáforas, hipérboles,
toma-se banho nelas. Que se dá e se tem prazer. Continua-se sem se gostar. Finge-se que se
sabe sem saber o que o outro sabe, sem querer dizer nada.
Campos de trigo igual, semeadas e colheitas pescadas a alguém e no final o crescimento é nulo, é
zero, é como tem de ser; pertencente a quem pertence, a quem faz por algo. Não crescem
eucaliptos no deserto nem um arquitecto vai ganhar pelas suas funções o prémio Nobel da
Literatura. Impossibilidades cépticas, porquê não aplicar as impossibilidades de figuração a quem
é hipotético e exemplar vegetal? Possivelmente, a figuração é para quem a mente de si mesmo.
Seria agnóstico uma banana crescer num castanheiro? Relativo. Ganhar prémios, certamente
desligados das áreas de intervenção? Relativo. Fingir, propor e conquistar vitórias sem conhecer
os dados do jogo? Não é relativo. Nem sequer lida com esse teor. Não se duvida, nem se crê no
cepticismo além responsabilidades, finge-se, descaradamente.
Lá à frente uma guilhotina tira a dissimulação, tira a cabeça. Carne depois para minhocas.
Esta é a “pressão da minhoca”. Faz-se sem nexo à espera que algo entre ou que algo saia. Não há
genuinidade nem defesa do visceral. Venha daí a máscara!
Retórica mais explorada que a capacidade executora. Paradoxos nas intenções, habilidades,
bitolas, rituais e actuações dos que acenam.
A repetição dos conteúdos personalizados nas informações desinformadas, abraçadas sem
questão interna, não é uma camada basilar. Os resultados fedem ao mesmo estrume dos
passados conteúdos. Abarca o veículo, a vegetação seca de tantas razões representadas, sem
acréscimos, sem existências, sem imobilizações corpóreas, incorpóreas, sem matérias para o
património do Ego. Leva-se ao estancamento, aborrecimento e ao empurrão sob a inteligência.
Temos aqui a despreocupação absurda, a ilusão e a linearidade dos conhecimentos, sempre
presentes nos irritantes cínicos da “minhoca”.
E a etiqueta até calha bem, sempre bem e quando influi, quando se é de atitude que a suporte.
Seguir num barco por ver, apenas por ver, que pelo rio correm outros seres em barcos é idiotice,
é vil mascote. Nestes rios, nestas florestas de passividades cheira-se a fingido, a estupidez, a
carga de evolução para dentro que os narizes absorvem como as abelhas fazem nas flores. E a
diferença reside na amargura e na doçura dos casos. Ser-se manhoso, mafioso, arrogante e
culturalmente enterrado… muitos os narizes que se observam assim, observam-se? Eu dou-lhes
o manhoso. Uns martelos pela cabeça abaixo…
E quem vem pelo rio acima, na contra-maré, na oposição? Os rebuscados, os apartados, os
anormais, os desconformes? Chamam-lhes curiosidades, atrocidades de véu no rosto, véu preto e
bem escuro como uma noite de cemitério. Será decerto alguém, alguém de ideias naturais que
não se faz nem existe só pelo e no caso de haver rios. Gente interessante de machados e lâminas
prontas a decepar o dogmático quotidiano, o tempo que estaciona na valeta, as bestas do mundo,
o marasmo espiritual, a mecanização do remedeio, a decomposição cultural…
Satanistas, mágicos de forças, nativos de elementos predatórios, exaltados de Ego, lutadores das
vontades próprias, necessidades, prazeres e individualistas de indagação total.
Pecados capitais, blasfémias e divindades eróticas… seres respondem aqui o que lhe importam
conceber. Mas são incríveis os impulsos e os espasmos de satisfação que estes provocam. Pecar,
blasfemar, fantasiar perversamente divindades na sua pureza de erotismo é um êxtase pela
oposição feita e pela naturalidade de atitudes e acções. Preferências e escolhas de brincadeiras,
tomadas e cortesias, lá está. Sem ironias, é mesmo assim.
Quando se traçam objectivos segue-se até eles, mais tarde ou mais cedo abraçam-se. Quando
não se traça objectivos também se segue, vai-se seguindo e a história é uma pornografia de
velhas...
quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008
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1 comentários:
es muito filho da puta
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